A Agonia Contemporânea do Discurso
* Contribuição especial de Mariana Araújo*
A: De onde vem a prepotência dessa juventude?
B: Treinando a retórica, querida?
A: Metonímia. Entretanto, no seu caso é prosopopéia. Sabe, tem coisas que tomam forma humana, ainda que não sejam.
B: Sua pergunta está respondida. Ela está aqui, tácita, colocando em dúvida a existência de cadência humana em simples corpo cambaleante e inerte, inobjetivo; em outras palavras, alienado.
A: O simplismo do teu discurso, em que transforma o eufemismo em arma de etiqueta, é o exemplo claro do modismo implícito da análise social. Muito bem experimentada, é claro, por todos nós no decorrer da infância, conhecemos sua face mais hipócrita: a crítica. Como o dissabor é lugar comum, vou aos fatos. O poeta já disse, "se não pode ser forte, seja pelo menos humana". Pois bem, sem licença, já nasci alvo dos dedos alheios me apontando por qualquer que seja o motivo, então exponho agora, sem a menor cerimônia o meu dedo, ou melhor, meus olhos sob tua ótica cínica.
B: Não pode suportar as críticas, é isso? Não esperava infantilidade dessa mente...
A: Faça-te então de senhor austero, defensor da moral e dos bons costumes e fiquei aí sentado; à espreita, esperando pela morte em si de qualquer coisa, não obstante até do que finge admirar; criticando a visão dos outros, o jeito, qualquer coisa em especial que possa diferir do senso comum. Fala das cenas de nossas vidas cotidianas, fala de nossas vidas assim como são e que desconhecem pela alienação...Fala de nossos ouvidos, fala de nossas palavras, fala do que nos cobre. Fala de nós. Precisa de nós.
B: Nós?
A: Nós sim. Mim e ti, todos parte do mesmo sistema, presos à mesma cadeia alimentar, que engole e desapropria sonhos.
B: Não me ponha à beira do abismo da tua alma, carregando o mesmo peso que o da tua corda atada...
A: Exclui-te porque precisa ter o que falar. Porque fala do que não conhece. É do tipo voyeur, e se realiza assim. Falando. Falando. Falando. Vê-me florescer para falar. E sonha com o murchar, para falar também. E, desta maneira cansativa e entediante, descobre o mundo que nunca viste.
Perdôo-te pela obsessão. Pela doença, pela acidez pseudo-sociológica, pela insanidade que te move nessa corrida a desdenhar das escolhas alheias. Aplausos para ti, Macabéa do século 21.
B: Do que te escondes, do que aliena a própria alma para criticar? Por que te distancias do teu eu para ser um ausente? Se formos parte do mesmo todo, e todo das mesmas partes, minha culpa é foice tua também.
A: Nenhuma resposta aos meus argumentos? Nada que possas combater...
B: Chega por hoje, não há mais nada além de nosso sangue em veia exposto.
A: De acordo. O escárnio é eterno em nossas personalidades...
* Contribuição especial de Mariana Araújo*
A: De onde vem a prepotência dessa juventude?
B: Treinando a retórica, querida?
A: Metonímia. Entretanto, no seu caso é prosopopéia. Sabe, tem coisas que tomam forma humana, ainda que não sejam.
B: Sua pergunta está respondida. Ela está aqui, tácita, colocando em dúvida a existência de cadência humana em simples corpo cambaleante e inerte, inobjetivo; em outras palavras, alienado.
A: O simplismo do teu discurso, em que transforma o eufemismo em arma de etiqueta, é o exemplo claro do modismo implícito da análise social. Muito bem experimentada, é claro, por todos nós no decorrer da infância, conhecemos sua face mais hipócrita: a crítica. Como o dissabor é lugar comum, vou aos fatos. O poeta já disse, "se não pode ser forte, seja pelo menos humana". Pois bem, sem licença, já nasci alvo dos dedos alheios me apontando por qualquer que seja o motivo, então exponho agora, sem a menor cerimônia o meu dedo, ou melhor, meus olhos sob tua ótica cínica.
B: Não pode suportar as críticas, é isso? Não esperava infantilidade dessa mente...
A: Faça-te então de senhor austero, defensor da moral e dos bons costumes e fiquei aí sentado; à espreita, esperando pela morte em si de qualquer coisa, não obstante até do que finge admirar; criticando a visão dos outros, o jeito, qualquer coisa em especial que possa diferir do senso comum. Fala das cenas de nossas vidas cotidianas, fala de nossas vidas assim como são e que desconhecem pela alienação...Fala de nossos ouvidos, fala de nossas palavras, fala do que nos cobre. Fala de nós. Precisa de nós.
B: Nós?
A: Nós sim. Mim e ti, todos parte do mesmo sistema, presos à mesma cadeia alimentar, que engole e desapropria sonhos.
B: Não me ponha à beira do abismo da tua alma, carregando o mesmo peso que o da tua corda atada...
A: Exclui-te porque precisa ter o que falar. Porque fala do que não conhece. É do tipo voyeur, e se realiza assim. Falando. Falando. Falando. Vê-me florescer para falar. E sonha com o murchar, para falar também. E, desta maneira cansativa e entediante, descobre o mundo que nunca viste.
Perdôo-te pela obsessão. Pela doença, pela acidez pseudo-sociológica, pela insanidade que te move nessa corrida a desdenhar das escolhas alheias. Aplausos para ti, Macabéa do século 21.
B: Do que te escondes, do que aliena a própria alma para criticar? Por que te distancias do teu eu para ser um ausente? Se formos parte do mesmo todo, e todo das mesmas partes, minha culpa é foice tua também.
A: Nenhuma resposta aos meus argumentos? Nada que possas combater...
B: Chega por hoje, não há mais nada além de nosso sangue em veia exposto.
A: De acordo. O escárnio é eterno em nossas personalidades...
* Contribuição especial de Mariana Araújo*

5 Comments:
At 2:26 PM,
Anônimo said…
eu acho que essa menina escreve mal. muito mal. =)
e eu acho que eu adorei o texto de cima. só não comento lá, porque é mt comentário de uma vez hahaha.
beijo, se cuida.
At 11:29 PM,
Anônimo said…
eu gostei, Tangerine, gostei do que a menina escreveu...rs
e só pra saber, Tangerine, vc tem esse nome/apelido pq seu cabelo é dessa cor... because it´s "nice".
At 11:38 PM,
Anônimo said…
infelizmente eu não tenho o cabelo dessa cor, mas ele já teve partes roxas um dia. hj voltou a ser totalmente da cor natural.
a minha crítica sobre o texto é mt pertinente sabe, pq fui eu mesma que escrevi
At 11:47 PM,
Anônimo said…
mt anti-ético transcrever o recado que eu te dei no msn pro blog com o meu nome, viu senhor felipe!
At 12:14 AM,
Anônimo said…
muito sono pra ler.
mas o recado foi dado, pode parar de pentelhá-la.
volto, leio e comento amanhã.
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