Trecho do Conto "Os Três Enterros e Um Funeral de José Nicolal"
A: Então, nóis não pode enterrar o corpo do José Nicolal sem saber quem o matou, por bem ou por mal!
B: Vamo levar o corpo pra Curandeira ver se tem alguma visão.
A: Mas não dá tempo, seu tonto. O povo já tá vindo pro fundo pro funeral.
B:E eu não sei? E agora? O que fazemos? Se o El Chupacabra negou ter matado o velho, quem matou? Eu que não fui.
A: E se a gente fizesse uma farsa. Fingisse que o corpo do velho tava sendo enterrado enquanto levamo pra Curandeira ver?
B: Ah, mas a Dona Nêga vai desconfiar da leveza do caixão. O José Nicolal era mais pesado que nóis dois junto.
A: Olha, não fale assim, homem. Não sabe da maldição que é dizer o nome do velho sem rimar? Quem não rima, morre.
B: E eu lá sou homem de acreditar em crendice de povo burro? Ora, até parece.
A: Cudado, homem...Mas eu pensei no seguinte: você entra no caixão e fica lá dentro quietinho enquanto o povo lamenta a morte do velho. Antes da hora do enterro eu te tiro de lá!
B: EU? Porque eu? Até parece que eu vo ficar deitadinho dentro de um caixão sem respirar!
A: Ora, homem, eu tenho um caixão importado aqui, vindo da Europa, tão bom que até gente viva quer dormir nele. Pode confiar!
B: Ah, mas olha aqui! O manual tá todinho em inglês...como você vai saber como usar?
A: E você não sabe que eu sei inglês de qualquer lingua rapaz? Tá combinado! Entra aí e fica quieto.
B reclama durante mais algum tempo mas cede à ideia do amigo. O corpo do velho ia de carroça para a casa da Curandeira enquanto B se passava por ele, dentro do caixão. Durante o velório, A ficou bem pertinho do caixão pra que ninguém pudesse se aproximar e tentar abrir. Disfarçava, chorava, abraçava os parentes do velho...tudo que fosse preciso pra manter a farsa. De vez em quando, B soltava um gemido ou outro e fazia o caixão estremecer. Aí, A, com muito cuidado, dava um coice mandando o amigo ficar quieto e aguentar mais um pouco. Tudo com muita sutileza.
Ninguem estranhou e a farsa parecia dar certo. Os parentes saiam da sala e A achou que estava livre para ver como o amigo estava. Ao abrir o caixão, a surpresa! O amigo estava morto. Não respirava, não se mexia, não reclamava mais. Desesperado, A começou a gritar: "Ele morreu! Meu Deus, ele morreu! E agora?". Vendo isso, as pessoas à volta pensavam que A falava do velho e não de seu amigo que acabara de morrer.
Dona Nêga: Calma , meu fio. É assim mesmo. as pessoas morrem. Deixe o velho ir em paz. Se conforme.
A: Mas a senhora não tá entendendo. Não era pra acontecer isso! Meu Deus! Meu Deus!
Dona Nêga: eu enm sabia que voce gostava tanto do velho assim. Se aquiete, meu filho.
A: Não...mas...Meu Deus, não era pra ser assim...ele morreu...e agora?
Então, Dona Nêga, com toda a delicadeza que lhe era particular, diz: "Pu-ta-que-o-pa-riu!
Alguém tira esse fpd daqui senão meto uma bolacha na cara dele. Pára de gritar, porra"
Enquanto A era removido da sala por parentes e amigos o consolando pela morte, o corpo de B seguia para ser enterrado como se fosse o de José Nicolal. Será esse o final?
A: Então, nóis não pode enterrar o corpo do José Nicolal sem saber quem o matou, por bem ou por mal!
B: Vamo levar o corpo pra Curandeira ver se tem alguma visão.
A: Mas não dá tempo, seu tonto. O povo já tá vindo pro fundo pro funeral.
B:E eu não sei? E agora? O que fazemos? Se o El Chupacabra negou ter matado o velho, quem matou? Eu que não fui.
A: E se a gente fizesse uma farsa. Fingisse que o corpo do velho tava sendo enterrado enquanto levamo pra Curandeira ver?
B: Ah, mas a Dona Nêga vai desconfiar da leveza do caixão. O José Nicolal era mais pesado que nóis dois junto.
A: Olha, não fale assim, homem. Não sabe da maldição que é dizer o nome do velho sem rimar? Quem não rima, morre.
B: E eu lá sou homem de acreditar em crendice de povo burro? Ora, até parece.
A: Cudado, homem...Mas eu pensei no seguinte: você entra no caixão e fica lá dentro quietinho enquanto o povo lamenta a morte do velho. Antes da hora do enterro eu te tiro de lá!
B: EU? Porque eu? Até parece que eu vo ficar deitadinho dentro de um caixão sem respirar!
A: Ora, homem, eu tenho um caixão importado aqui, vindo da Europa, tão bom que até gente viva quer dormir nele. Pode confiar!
B: Ah, mas olha aqui! O manual tá todinho em inglês...como você vai saber como usar?
A: E você não sabe que eu sei inglês de qualquer lingua rapaz? Tá combinado! Entra aí e fica quieto.
B reclama durante mais algum tempo mas cede à ideia do amigo. O corpo do velho ia de carroça para a casa da Curandeira enquanto B se passava por ele, dentro do caixão. Durante o velório, A ficou bem pertinho do caixão pra que ninguém pudesse se aproximar e tentar abrir. Disfarçava, chorava, abraçava os parentes do velho...tudo que fosse preciso pra manter a farsa. De vez em quando, B soltava um gemido ou outro e fazia o caixão estremecer. Aí, A, com muito cuidado, dava um coice mandando o amigo ficar quieto e aguentar mais um pouco. Tudo com muita sutileza.
Ninguem estranhou e a farsa parecia dar certo. Os parentes saiam da sala e A achou que estava livre para ver como o amigo estava. Ao abrir o caixão, a surpresa! O amigo estava morto. Não respirava, não se mexia, não reclamava mais. Desesperado, A começou a gritar: "Ele morreu! Meu Deus, ele morreu! E agora?". Vendo isso, as pessoas à volta pensavam que A falava do velho e não de seu amigo que acabara de morrer.
Dona Nêga: Calma , meu fio. É assim mesmo. as pessoas morrem. Deixe o velho ir em paz. Se conforme.
A: Mas a senhora não tá entendendo. Não era pra acontecer isso! Meu Deus! Meu Deus!
Dona Nêga: eu enm sabia que voce gostava tanto do velho assim. Se aquiete, meu filho.
A: Não...mas...Meu Deus, não era pra ser assim...ele morreu...e agora?
Então, Dona Nêga, com toda a delicadeza que lhe era particular, diz: "Pu-ta-que-o-pa-riu!
Alguém tira esse fpd daqui senão meto uma bolacha na cara dele. Pára de gritar, porra"
Enquanto A era removido da sala por parentes e amigos o consolando pela morte, o corpo de B seguia para ser enterrado como se fosse o de José Nicolal. Será esse o final?

1 Comments:
At 4:19 PM,
Anônimo said…
Adooooro suspense... aguardo cenas do próximo capítulo... haha
Vc viu, vamos ter aula com o papis do Bru... ele vai ter q dar vários 10 pra gente, sabe como é né... pra agradar os amigos do filhão!!! hehehehehe
Bjs
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