A + B, A - B, A e B, B e A, ABBA

Vou te falar o que A e B não são: Não, eu não sou A nem B. Não, eles não são nem homens nem mulheres. Não, eles não são corinthianos ou palmeirenses Não, eles não sabem se tem algo útil pra você ler neste blog. Não, pára de perguntar e lê. Saco.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Terça

Parte I - Bebendo porque é liquido

A: Cara, problema sério! Acabou nossa bebida
("Ahhhhhhh" coletivo)
B: Eu to sem grana.
A: Eu também.
B: Seu vizinho do apartamento embaixo comprou 3 caixas de cervejas. Duvido que ele vá tomar todas elas hoje com os 12 gatos que ele tem!.
A: Ah, não é perigoso aceitar bebida de estranhos? Não sei não.
B: Mas ele não é um estranho. E nosso novo amigo! Nosso novo amigo, com cervejas! E, qualquer coisa, a gente sabe onde ele mora.
A: Lembra quando a gente era criança? Era tudo tão fácil. "Ei, você tem bicicleta. Eu também! Quer ser meu amigo?". Agora tem que conversar, ouvir problemas, toda uma rotina social que me cansa. Ouvir reclamações, suportar chatices, manias...
B: Pára de falar. Vamos no seu vizinho buscar cerveja que você tá ficando chato já!
A: Tá bom. To indo porque eu quero, não porque você mandou.
B: Whatever.

(Algumas horas e garrafas depois)

Parte II - Alucinação coletiva

A: To bêbado.
B: Eu também.
C: Eu to ficando.
A: Essa janela tá me dando tontura. Esse apartamento é muito alto.
C: Não é a janela que te deu tontura, é a bebida.
B: Hahaha. Vocês são tão engraçados. Amo vocês!
A: Ei, olha aquele cachorro.
B: Aqueles dois ali?
A: Isso.
C: Vamos atacar alguma coisa neles?
B: Vamos! Joga essa pedrinhas daqui da janela neles!
A: Toma! Toma! Cachorros safados!
(5 minutos de bombardeio de pedras nos cachorros)
*interfone toca*
B: Eu atendo!
(5 minutos depois)
B: Pessoal, era o porteiro. Ele pediu pra gente parar de jogar pedra no segurança do estacionamento. Acabaram de levar o cara pro hospital.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

A Entrevista B

A: Boa noite. Este é o programa A Entrevista e esta noite temos como convidado o Sr. B, jornalista especialista em generalidades. Boa noite, Sr. B.
B: Boa noite. É um prazer estar aqui.
A: O Sr. pode nos explicar o fenômeno da popularização de raves de música eletrônica na América Latina?
B: A América Latina possui uma indústria fonográfica aberta a novos estilos além de uma cultura que costuma assimilar bem costumes europeus. Como se sabe, nessas chamadas raves, o consumo de drogas ilícitas é praticado por um grande número de participantes. Na América Latina, o valor dessas drogas costuma ser mais barato devido a produção local, baixo custo de mão-de-obra e transporte até os consumidores. Acredito que a popularização das raves tem pouco a ver com a música mas muito mais com o consumo de drogas realizado nos locias onde são realizadas as ravez. A música é puro plano de fundo.
A: Mudando um pouco de assunto, com as eleições se aproximando, como o Sr. imagina que será a campanha dos principais candidatos?
B: A meu ver, serão campanhas centradas no tema da ética. Não espere ver debate de propostas, programas de governo elaborados ou políticas sociais. A campanha fará o eleitor decidir por quem considera mais ético.
A: Qual o novo papel do homem na socidade atual?
B: O chamado 'novo homem' ganha um carater mais humano, podendo demonstrar suas emoções e anseios com maior naturalidade. O aumento da presença da mulher no mercado de trabalho propõe uma reavaliação do papel do pai e da mãe dentro de casa e torna tanto o homem quanto a mulher mais independentes no casamento. espere por um número maior de divórcios.
A: Sem querer abusar da sua especialização em generalidades, o que o Sr. achou da ultima edição do São Paulo Fashion Week?
B: Os estilistas foram mundo comportados. Ninguém procurou inovar em estilos e cores além de contar com uma fraca seleção de modelos. Foi uma das piores edições que já assisti.
A: E quem ganha o Big Brother Brasil 6?
B: O Gustavo. Ele é o novo Jean.
A: Qual a cor da estação?
B: O azul-bebê. Ele é o novo roxo.
A: Para aqueles que buscam uma formação cultural ampla como a sua, o que o Sr. recomenda?
B: Acho que a faculdade de jornalismo me deu uma visão ampla sobre tudo. Posso falar sobre qualquer coisa e ter minha opinião respeitada por ser jornalista. Consiga um diploma. Lembre-se, para ter uma opinião sobre tudo leia jornais, revistas, sites, blogs. Tem sempre alguém que escreveu exatamente o que você acha e, assim, você pode afirmar que sua opinião tem alguma base.
A: Muito obrigado. Essa foi nossa entrevista com o jornalista especialista em generalidades, o Sr. B.

Confusões Trabalhistas Causadas Pelo Capitalismo

A: Não me chame mais de vagabundo! Consegui um emprego! Registrado! Virei proletário, olha só!
B: Que bom. Fico feliz. Só não me venha falar de cesta básica, 13° salário, INSS e outras coisas de trabalhador. Aliás, emprego de que?
A: O trabalho mais fácil do mundo! Eu vou ser...
B: Não fala! Não fala! Deixa eu adivinhar! Se é facil....humm...jornalista?
A: Não.
B: Analista de empréstimo do PT?
A: Não.
B: Motorista de metrô?
A: Não.
B: Segurança de casa de repouso?
A: Não.
B: Arquiteto de castelos de baralho?
A: Não.
B: Separador de sílabas?
A: Não.
B: Instrutor de cuspe à distância?
A: Não.
B: Contador de caracteres?
A: Não.
B: Desisto! Fala!
A: Escritor de diálogos de filmes pornográficos. Que achou, hein hein?
B: Paga bem?
A: Oh, yeah! God, yeah! Yes!
B: Menos, A...bem menos...

domingo, janeiro 29, 2006

Confusões Comportamentais Causadas Pelo Capitalismo

A: Ei, olha minha franja! Virei emo.
B: Que ridículo. Isso é coisa daquela MTV. Porque eles não passam videoclipes em vez de programinhas de moda?
A: Ridículo nada. Sou diferente. Sou único tá. You suck! I'm emo, yeah!
B: Vai dizer que não é ridiculo meninos parecendo meninas e meninas parecendo lésbicas? Fazendo o tipo suicida em potencial, andando por aí com cara de choro reclamando dos problemas da sociedade. Isso não é uma tribo urbana, muito menos um grupo social, é apenas um bando de adolescentes sem ter o que falar ou dizer comprando produtos da Avon e usando gel no cabelo.
A: Ai, como você é reacionário. Antiquado.
B: Antiquado nada. Só não quero ver você usando o lápis de olho da sua mãe.
A: Grrrrr.
B: E ainda acho que você tá usando preto pra esconder esses quilos a mais que você ganhou assistindo The OC comendo Trakinas.
A: Grrrrr.
B: Arrume esse cabelo, tire essa maquiagem do rosto e essas roupas ridículas. A última vez que disse isso foi quando você se fantasiou de travesti pro Halloweeen, lembra? Não era uma boa idéia de fantasia. A não ser que fosse sua fantasia sexual...mas estava totalmente fora do propósito do feriado daquele dia. Faz o que eu falei, vai?
A: Tá bom, tá bom. Mas aí eu perco todo meu estilo.
B: Põe uma camiseta branca, bermuda jeans e sandália e fala que é indie.

Armaggedon

A: Preciso te falar uma coisa.
B: Já podia ter falado. Não precisava avisar que ia falar. Pode chegar falando.
A:Que?
B:Fala logo.
A: O mundo vai acabar nesse final de semana!
B: Antes ou depois do Zorra Total?
A: To falando sério. Depois desse final de semana, acabou-se.
B: Tudo bem. Nunca fui fã de segundas-feiras mesmo.
A: Você não tá com medo?
B: Não, to com pressa. Odeio ficar esperando o desenrolar da história quando já sei o final. Será que faço minhas malas?
A: Malas pra onde? Pra onde você pensa que vai?
B: Essa camiseta combina mais com Céu ou Inferno? E esse jeans? Vou fazer duas malas diferentes, uma pra cada lugar.
A: O MUNDO VAI ACABAR NESSE FINAL DE SEMANA! Você não quer aproveitar pra pedir perdão? Falar com as pessoas que você ama?
B: Ah...não. Na verdade, to até meio chateado porque deu na televisão que as Casas Bahia iam fazer uma promoção de sofás apenas na segunda-feria.
A: Você está em negação. Não é possivel. Mesmo assim, deixa eu te falar. Te amo.
B: Obrigado. Mas você já tinha me dito isso. Você anda repetitivo, hein? Precisa se alimentar melhor.
A: O que uma coisa tem a ver com a outra?
B: Nada. Mas você tá meio gordinho. Foi uma indireta, querido.
A: Chega! Cansei! O mundo vai acabar em 3 dias e você não liga a mínima? O que fiz pra merecer isso?
B: Desculpa, querido. Agora eu entendi. Marca aquele jantar com seus pais, ok? Tava na lista de coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer.
A: Ok. Desculpa eu ter surtado. Sua tranquilidade me incomoda. O mundo vai acabar, poxa.
B: Desculpa. Posso só fazer mais uma pergunta?
A: Claro.
B: Já entendi. O mundo vai acabar...boom! mas o orkut vai continuar online ou não?
A: Grrrrrrr. No donut for you.