A – Sabe cara, eu acho que essa coisa de blog é uma colher de chá imensa pra esses quase-escritores viu...
B – Sei não. Eu pelo menos se fosse escritor não teria um blog. Coitados deles mexendo com essas tecnologias.
A – Mas isso se aprende. A sorte deles é que como é tudo rápido, não dá tempo de criar uma personalidade pra a gente que é personagem, sabe?
B – Entendo... e eu sinto mó falta disso. Quando alguém conta uma piada, por exemplo. Eu nunca sei se dou risada ou se falo que foi uma bosta.
A – Pois é. E o pior é que nem possessivo a gente pode ser. Se alguém largasse o Felipe por quase um ano e depois voltasse sem nem pedir desculpa, igual ele fez com a gente, aposto que seria um show de ofensas.
B – Verdade! Mas como é tudo “sem compromisso”, ele nem liga pra gente.
A – Né!? E se algum leitor reclama aí sim ele se sente culpado. Vê se pode. Sem personagem ele não é ninguém. Nin-guém!
B – Ah, mas ainda bem que existem leitores, senão isso aqui estaria uma Chernobil.
A – É. E ainda bem que eles são de verdade.
*** contribuição de Danilo Maeda, um quase nada que tem um blog abandonado e nem sente mais culpa por isso.