A + B, A - B, A e B, B e A, ABBA

Vou te falar o que A e B não são: Não, eu não sou A nem B. Não, eles não são nem homens nem mulheres. Não, eles não são corinthianos ou palmeirenses Não, eles não sabem se tem algo útil pra você ler neste blog. Não, pára de perguntar e lê. Saco.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Hoax - Boato Falso

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Eu já fiz isso. Faça a sua parte.


Obrigado.


Ass: A e B

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Cool Generation


A: Nossa, que relaxo hein B!
B: Relaxo nada, hoje to easy.
A: E esse cabelo despenteado?
B: Despenteado, não! Tá freestyle.
A: Você tá até meio sujinho.
B: Sujinho não. To fazendo um estilo dirty.
A: Mas e o mau cheiro?
B: Aguente. To meio junkie hoje.
A: E essas roupas estranhas, rasgadas e sujas?
B: Quero ficar low-profile. To na minha.
A: Tudo isso é sinônimo em inglês pra maltrapilho?
B: Maltrapilho não! Neo-hippie...cansei de ser yuppie.
A: Droga, em inglês tudo fica mais legal.
B: Muito mais cool.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Em férias, na Praia Grande

O único lugar do mundo com mais paulistanos do que São Paulo.

No quiosque

A: Por favor, me vê uma Skol.
B: Senhor, acabou a Skol.
A: Me dá uma Brahma então.
B: A Brahma também acabou.
A: Que cerveja você tem?
B: Na verdade, acabou as cervejas, senhor.
A: Hmmm...me dá uma Coca Cola então.
B: A Coca acabou também, senhor.
A: Me dá um guaraná então.
B: Guaraná do que?
A: Como assim guaraná do que?
B: Guaraná de soda, guaraná de uva, guaraná de guaraná...
A: Claro que eu quero guaraná de guaraná né
B: Senhor, guaraná de guaraná acabou.
A: Grrrrr...me dá uma água então.
B: Água de quê, senhor? De coco ou água normal?
B: Grrrrr...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Trecho do Conto "Os Três Enterros e Um Funeral de José Nicolal"

A: Então, nóis não pode enterrar o corpo do José Nicolal sem saber quem o matou, por bem ou por mal!
B: Vamo levar o corpo pra Curandeira ver se tem alguma visão.
A: Mas não dá tempo, seu tonto. O povo já tá vindo pro fundo pro funeral.
B:E eu não sei? E agora? O que fazemos? Se o El Chupacabra negou ter matado o velho, quem matou? Eu que não fui.
A: E se a gente fizesse uma farsa. Fingisse que o corpo do velho tava sendo enterrado enquanto levamo pra Curandeira ver?
B: Ah, mas a Dona Nêga vai desconfiar da leveza do caixão. O José Nicolal era mais pesado que nóis dois junto.
A: Olha, não fale assim, homem. Não sabe da maldição que é dizer o nome do velho sem rimar? Quem não rima, morre.
B: E eu lá sou homem de acreditar em crendice de povo burro? Ora, até parece.
A: Cudado, homem...Mas eu pensei no seguinte: você entra no caixão e fica lá dentro quietinho enquanto o povo lamenta a morte do velho. Antes da hora do enterro eu te tiro de lá!
B: EU? Porque eu? Até parece que eu vo ficar deitadinho dentro de um caixão sem respirar!
A: Ora, homem, eu tenho um caixão importado aqui, vindo da Europa, tão bom que até gente viva quer dormir nele. Pode confiar!
B: Ah, mas olha aqui! O manual tá todinho em inglês...como você vai saber como usar?
A: E você não sabe que eu sei inglês de qualquer lingua rapaz? Tá combinado! Entra aí e fica quieto.


B reclama durante mais algum tempo mas cede à ideia do amigo. O corpo do velho ia de carroça para a casa da Curandeira enquanto B se passava por ele, dentro do caixão. Durante o velório, A ficou bem pertinho do caixão pra que ninguém pudesse se aproximar e tentar abrir. Disfarçava, chorava, abraçava os parentes do velho...tudo que fosse preciso pra manter a farsa. De vez em quando, B soltava um gemido ou outro e fazia o caixão estremecer. Aí, A, com muito cuidado, dava um coice mandando o amigo ficar quieto e aguentar mais um pouco. Tudo com muita sutileza.

Ninguem estranhou e a farsa parecia dar certo. Os parentes saiam da sala e A achou que estava livre para ver como o amigo estava. Ao abrir o caixão, a surpresa! O amigo estava morto. Não respirava, não se mexia, não reclamava mais. Desesperado, A começou a gritar: "Ele morreu! Meu Deus, ele morreu! E agora?". Vendo isso, as pessoas à volta pensavam que A falava do velho e não de seu amigo que acabara de morrer.

Dona Nêga: Calma , meu fio. É assim mesmo. as pessoas morrem. Deixe o velho ir em paz. Se conforme.
A: Mas a senhora não tá entendendo. Não era pra acontecer isso! Meu Deus! Meu Deus!
Dona Nêga: eu enm sabia que voce gostava tanto do velho assim. Se aquiete, meu filho.
A: Não...mas...Meu Deus, não era pra ser assim...ele morreu...e agora?
Então, Dona Nêga, com toda a delicadeza que lhe era particular, diz: "Pu-ta-que-o-pa-riu!

Alguém tira esse fpd daqui senão meto uma bolacha na cara dele. Pára de gritar, porra"

Enquanto A era removido da sala por parentes e amigos o consolando pela morte, o corpo de B seguia para ser enterrado como se fosse o de José Nicolal. Será esse o final?

sábado, fevereiro 04, 2006

Hoje não to bom


A: Ué, hoje não tem post?
B: Não.
A: Hmmm...pq não?
B: Não sei. Olha aí:

(grande espaço vazio, em branco)


A: Ué...e agora? O que eu leio?
B: Sei lá. Passa amanhã!

Nota do autor: Passe amanhã.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Cuidado Com O Que Desejas

A: Ah...(suspirando)...eu queria tanto me casar!
B: Seus problemas acabaram!
A: Quem é voce?
B: Eu sou a fada casamenteira e resolvi ajudar voce a se casar!
A: Que maravilha!
B: Me diga como é o seu homem perfeito!
A: Um homem experiente, de meia-idade, moreno, bem vestido, que já tenha conhecido o mundo, goste de cozinhar, me ajude a arrumar a casa, tenha bom gosto, divertido e acima de tudo, SENSÍVEL!
B: Achei o homem perfeito pra você! Olha! (plimmmmm!)
(uma grande chuva de purpurina cor-de-rosa se materializa no homem perfeito para A, enuqnato a fada casamenteira some)
A: errrr...Clodovil, é você? Ixi...

Moral da História: ?

A: Alô.
B: Alô.
A: Oi, amor, tudo bem? Sou eu.
B: Oi, tudo e você?
A: Tudo bem também. Escuta, não tem ninguém na minha casa...
B: To indo praí!
Narrador: Apressado, B nem deixou A terminar de falar. Trocou de roupa, penteou o cabelo, gel, perfume, comprou flores e coisas mais. Chegou à casa e tocou a campainha, ninguém atendeu...tocou de novo...silêncio...Realmente, não tinha ninguém na casa de A.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Curso Expresso de Terrorismo

Desiludido com Deus e a vida, A decide virar homem-bomba...

(Diálogos traduzidos para o português)
B: Olá, recrutas. Vocês estão aqui porque Alá é grande e porque desejam servi-lo como homens-bomba. Eu, seu professor, vou ensiná-los como proceder nessa profissão tão difícil. Prestem atenção, vou fazer uma só vez, entenderam?
Siiiiiiiiimmmmmm, senhor.
B: Vestido com seu uniforme de terrorista que inclui bombas de alto alcance e uma manta confortável, você deve se aproximar ao local para o qual foi ordenado, esperar um grande número de pessoas passar por ali e apertar esse botao vermelho aqui...BOOOOMMM!
*explosão*
*silêncio*
A: Hmm...professor? Professor, o senhor tá bem? Pessoal, acho que o professor explodiu. Era pra ser assim mesmo?
*silêncio*
A: Pessoal, vocês tão bem? Por que não se mexem?....Pessoal?

Confusões Religiosas Causadas Pelo Capitalismo


A: Já chega! Desisto! Vou processar Deus!
B: Calma, filho. Respira. Sob qual acusação?
A: Tráfico de influência, quebra de contrato e danos materiais.
B: Tá. Agora explica.
A: São vários os crimes praticados contra a minha pessoa. Na presença de várias testemunhas, fiz um contrato com Deus quando fui batizado e o aceitei no meu coração sob a promessa de vida abundante e eterna e direito a passaporte para o Céu quando morrer. Eu fui levado a acreditar que seria bem-aventurado enquanto vivesse, o que não tem acontecido. Minha vida é um saco, perdi o emprego, a mulher, meu carro foi roubado, meu time perdeu, a cerveja tá cada vez mais cara e o Orkut não tá abrindo. Ele me prometeu usar de seus poderes pra me abençoar e me traiu. Prometeu me tratar como filho e me abandonou.
B: Você lembra de ter ouvido as cláusulas do contrato? Vai ver você não cumpriu algum dever, sacrifício...
A: Não, eu fui totalmente fiel a Ele. Cumpri todos os 10 Mandamentos. Fui totalmente desrespeitado por Deus. Certas pessoas vendem a alma ao Diabo, sabia? E eu dei a minha pra Deus. DEI, de graça, enquanto podia ter ganhado alguns trocados ou companhia de belas mulheres. Mas que sujeitinho sem-caráter.
B: Se tinha a opção, porque não vendeu ao Diabo?
A: Eu, não! Desse eu tenho mais medo do que do Google!
B: Deixa eu ver se entendi: você vai processar Deus por não ter honrado o contrato firmado quando você foi batizado, não ter utilizado Seus poderes infinitos para transformar a sua vida e ainda O culpa por ter causado a perda dos seus bens?
A: Exato!
B: Quem vai ser seu advogado?
A: Khalil al Dulaimi, um dos advogados do Saddam Hussein. O cara é bom!
B: E onde vai ser o julgamento?
A: To pegando pesado. Vou levar isso às ultimas consequências! O julgamento será no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia.
B: E se Deus estiver ocupado e não comparecer?
A: Aí eu abro um mandado de prisão e faço dele um fugitivo da polícia! Mas ele deve ir, isto é, se realmente for onipresente! Vamos ver! Depois que prenderam o Maluf, qualquer um pode ser preso.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O Que O Futuro Nos Reserva

Pedindo pizza em 2010.

A: Alô. Eu queria pedir uma pizza.
B: Pois não. Qual o nome do senhor?
A: Meu nome é A Fulano de Tal.
B: Pois não, senhor A. Preciso apenas confirmar alguns dados. Aguarde, por favor.
A: Ok
B: Senhor, o seru RG seria 40.504.596-9 e seu CPF 331.478.921-30?
A: Correto.
B: Seu desenho favorito é Bob Esponja, o senhor não troca de escova de dentes há 5 anos e faz 3 semanas que não fala com sua mãe, correto?
A: É...sim...mas eu só queria pedir uma pizza...
B: Senhor, por favor, aguarde mais alguns instantes. Preciso confirmar mais algumas informações. O senhor odeia palhaços, teve sua primeira relação sexual aos 21 anos, usou chupeta até os 13 anos e prefere loiras, correto senhor A?
A: Tá sim..mas rapaz, minha pizza...
B: Senhor, por favor, não fique nervoso. Esse é um procedimento padrão da empresa para sua segurança. Mais algumas informações e o senhor poderá efetuar o pedido. O senhor assina o gibi do cebolinha, as revistas Veja e Playboy e gosta de ler bulas de pomada antiácne enquando está no banheiro, correto?
A: Escuta aqui...(perdendo a paciência)...eu só quero pedir uma pizza. Estou cansado...trabalhei o dia todo...
B: O senhor trabalha das 9h às 17h na empresa Refrigerantes Borbulhates, odeia seu chefe e acha a ascensorista de 40 anos do elevador da empresa uma gostosa, certo senhor?
A: Que absurdo! De onde você tirou tanta informação a meu respeito, rapaz? estou sendo observado pela CIA por acaso?
B: Não, senhor. Esses dados estão disponíveis nos sistemas Google e Orkut. Fiz o cruzamento de algumas informações a seu respeito para descobrir qual o seu tipo de pizza favorito. Aliás, segundo o Google earth, o senhor está na Rua dos Celulares Perdidos, n° 76. Devo mandar entregar a sua pizza, metade frango & catupiry, metade portuguesa com borda extra neste endereço, senhor?
A: Hã...?

A Agonia Contemporânea do Discurso

* Contribuição especial de Mariana Araújo*

A: De onde vem a prepotência dessa juventude?
B: Treinando a retórica, querida?
A: Metonímia. Entretanto, no seu caso é prosopopéia. Sabe, tem coisas que tomam forma humana, ainda que não sejam.
B: Sua pergunta está respondida. Ela está aqui, tácita, colocando em dúvida a existência de cadência humana em simples corpo cambaleante e inerte, inobjetivo; em outras palavras, alienado.
A: O simplismo do teu discurso, em que transforma o eufemismo em arma de etiqueta, é o exemplo claro do modismo implícito da análise social. Muito bem experimentada, é claro, por todos nós no decorrer da infância, conhecemos sua face mais hipócrita: a crítica. Como o dissabor é lugar comum, vou aos fatos. O poeta já disse, "se não pode ser forte, seja pelo menos humana". Pois bem, sem licença, já nasci alvo dos dedos alheios me apontando por qualquer que seja o motivo, então exponho agora, sem a menor cerimônia o meu dedo, ou melhor, meus olhos sob tua ótica cínica.
B: Não pode suportar as críticas, é isso? Não esperava infantilidade dessa mente...
A: Faça-te então de senhor austero, defensor da moral e dos bons costumes e fiquei aí sentado; à espreita, esperando pela morte em si de qualquer coisa, não obstante até do que finge admirar; criticando a visão dos outros, o jeito, qualquer coisa em especial que possa diferir do senso comum. Fala das cenas de nossas vidas cotidianas, fala de nossas vidas assim como são e que desconhecem pela alienação...Fala de nossos ouvidos, fala de nossas palavras, fala do que nos cobre. Fala de nós. Precisa de nós.
B: Nós?
A: Nós sim. Mim e ti, todos parte do mesmo sistema, presos à mesma cadeia alimentar, que engole e desapropria sonhos.
B: Não me ponha à beira do abismo da tua alma, carregando o mesmo peso que o da tua corda atada...
A: Exclui-te porque precisa ter o que falar. Porque fala do que não conhece. É do tipo voyeur, e se realiza assim. Falando. Falando. Falando. Vê-me florescer para falar. E sonha com o murchar, para falar também. E, desta maneira cansativa e entediante, descobre o mundo que nunca viste.
Perdôo-te pela obsessão. Pela doença, pela acidez pseudo-sociológica, pela insanidade que te move nessa corrida a desdenhar das escolhas alheias. Aplausos para ti, Macabéa do século 21.
B: Do que te escondes, do que aliena a própria alma para criticar? Por que te distancias do teu eu para ser um ausente? Se formos parte do mesmo todo, e todo das mesmas partes, minha culpa é foice tua também.
A: Nenhuma resposta aos meus argumentos? Nada que possas combater...

B: Chega por hoje, não há mais nada além de nosso sangue em veia exposto.
A: De acordo. O escárnio é eterno em nossas personalidades...


* Contribuição especial de Mariana Araújo*