A + B, A - B, A e B, B e A, ABBA

Vou te falar o que A e B não são: Não, eu não sou A nem B. Não, eles não são nem homens nem mulheres. Não, eles não são corinthianos ou palmeirenses Não, eles não sabem se tem algo útil pra você ler neste blog. Não, pára de perguntar e lê. Saco.

quinta-feira, março 30, 2006

Jonesy, o amante - Episodio 2

Telefone toca

- Alô?
- Alô, é da casa da Adriana?
- É, aqui é o marido dela, quem fala?
- Ela tá aí?
- Quem fala??
- Só responde, ela tá aí?
- Não, não tá aqui
- É por que ela tá aqui
- Hein?
- Tá aqui, dormindo comigo
- Mas se ela tá aí, porque você ligou perguntando por ela?
- Ahn, bem, eu...
- Hein?
- O quê?

Jonesy desliga o telefone

****Contribuição de Bruno Galhardi

terça-feira, março 28, 2006

Em um Congresso Internacional sobre Política, Democracia e Bem-Estar Social, Sr. A foi convocado para tradução simultânea.

Algumas horas antes, no bar:
B: E como foi o show do Zoazis?
A: Óia, foi ótimo. Eu tava bêbado, mas ouvi o show inteiro...
Alguns muitos minutos depois:
A: Passa a zerveja!
B: A, você tem de trabalhar daqui a pouco... E você já tá bêbado!
A: Olha, esta é zúltima que zou tomar...
B: Você disse isso há três garrafas atrás (entregando a garrafa a ele).

Sr. A traduziria o que o Mr. Wilson Powell Clinton Jonesy Lewinsky, Secretário de Cultura de Zeua, falaria. Sr. A entrou tropeçando no palco, com a gravata torta e olhos baixos e se sentou do lado de Wilson Powell.... E Mr. Wilson começou a falar:

Mr. Wilson (em inglês) : Olá a todos. Meu nome é Wilson Powell Clinton Jonesy Lewinsky e estou aqui com vocês para falar de Política e Cultura. Mas antes de tudo gostaria de que vocês, jovens, soubessem que são vocês que têm de lutar pela democracia neste Estado em que estão, têm de aprender a lutar pelos direitos e valorizar a cultura de seu país, senão ninguém o fará!

Sr. A (em português, levantando um dos braços, quase gritando) : Boa noite, Brazil ... (!)

Mr Wilson (em inglês) : A cultura no Zeua também é muito desvalorizada. Todos preferem a música do outro, os quadros de um terceira. Todos querem o importado sendo que dentro do país temos arte belíssimas. O mesmo acontece aqui. Se eu perguntasse no meu país se alguém conhece The Jonesy´s Band ninguém diria que conhece. No entanto, tenho certeza que aqui todos conhecem. Isso é um exemplo clássico do que acabo de falar.

Sr. A (em português) : Er... Eu gozto muito zaqui! A-mo az loiras! A-mo feijoada!

***contribuição de Guilherme Salviati

quinta-feira, março 23, 2006

Google Jobs

Top 10 Reasons to Work at Google

1.
Lend a helping hand. With millions of visitors every month, Google has become an essential part of everyday life—like a good friend—connecting people with the information they need to live great lives.
2.
Life is beautiful. Being a part of something that matters and working on products in which you can believe is remarkably fulfilling.
3.
Appreciation is the best motivation, so we've created a fun and inspiring workspace you'll be glad to be a part of, including on-site doctor and dentist; massage and yoga; professional development opportunities; on-site day care; shoreline running trails; and plenty of snacks to get you through the day.
4.
Work and play are not mutually exclusive. It is possible to code and pass the puck at the same time.
5.
We love our employees, and we want them to know it. Google offers a variety of benefits, including a choice of medical programs, company-matched 401(k), stock options, maternity and paternity leave, and much more.
6.
Innovation is our bloodline. Even the best technology can be improved. We see endless opportunity to create even more relevant, more useful, and faster products for our users. Google is the technology leader in organizing the world’s information.
7.
Good company everywhere you look. Googlers range from former neurosurgeons, CEOs, and U.S. puzzle champions to alligator wrestlers and former-Marines. No matter what their backgrounds Googlers make for interesting cube mates.
8.
Uniting the world, one user at a time. People in every country and every language use our products. As such we think, act, and work globally—just our little contribution to making the world a better place.
9.
Boldly go where no one has gone before. There are hundreds of challenges yet to solve. Your creative ideas matter here and are worth exploring. You'll have the opportunity to develop innovative new products that millions of people will find useful.
10.
There is such a thing as a free lunch after all. In fact we have them every day: healthy, yummy, and made with love

quarta-feira, março 22, 2006

-Tenho que te dizer uma coisa.
-Fala, amor!
-Bem, não sei se aqui, na cama, é o melhor lugar.
-Vai... deixa de onda e fala!
-Eu não tô sendo legal com você!! Não tô sendo honesta, sabe?
-Como assim?
-É, é esquisito.
-Esquisito? Esquisito como?
-Sei lá. Não é mais a mesma coisa, sabe?
-Não tô entendendo direito. Você parece me esconder algo.
-Na verdade, é exatamente isso!
-Bom, então é melhor dizer logo!
-Tô me encontrando com um cara!!
-Como é que é?!?!?
-É isso mesmo. Não dá mais pra esconder!-
Esconder? Fala logo, porra!!
-Foi instantâneo...sei lá. Não tem justificativa. Aconteceu.
-Aconteceu?
-É. Aconteceu. A gente se conheceu numa Quinta Sem-Lei.
-Quinta Sem-Lei? Porra, fala a minha língua! Que merda é essa?
-Eu fui visitar a minha prima em São Paulo. Lá, toda quinta-feira tem encontro de jornalistas. Você tava em NY gravando um capítulo da novela das oito.
-E?
-E eu acabei me envolvendo com um cara.
-Eu não acredito!
-Você pediu sinceridade. Tô sendo sincera!
-Quem é o cara?
-Você não conhece!!
-Lógico que não. Mas me fala dele, caralho!! Quer me deixar louco??
-Não, claro que não!!
-Então!! Fala logo, merda!!
-Ele...-Ele...ele...ele!!! Fala!!
-É o Bruno Galhardi.
-Bruno Galhardi?!? Ele é o famoso “quem”??
-Vê se entende...
-Entender?!? Vá se foder!!!!
-Calma!!
-Ei...Faço novela, cinema, teatro, sou símbolo sexual, fui um sucesso em Notoriedade. O Gilperto Draga escreve papéis pra mim!!! E esse cara??? Quem é o FDP???
-Você precisa se acalmar!!
-Me acalmar?! Quem é o cara?!
-Ele é jornalista. Acabei me apaixonando!!
-Se apaixonando por um jornalista de merda???
-Assim, não continuo a conversa. Tô apaixonada!!!
-Apaixonada?!
-É...apaixonada. Ele é da minha idade, é divertido, tem um bom papo. É cheio de amigos interessantes. A Livia, a Tania, a Bruna, o Guilherme, o Felipe.
-Pára...pára. Quero que ele e os amigos se explodam!! Vá pra puta que o pariu, sua piranha de merda!!!
-Nesse tom é impossível conversar!
-Você tá brincando...só pode tá brincando!!
-Não...eu tô apaixonada. Não pude evitar. Vê se entende, porra!!
-Eu te mato, sua cretina!! Eu te mato!
-Vai embora. Vai embora!! É melhor você se acalmar!!
-Desgraçada!!!!!!!!!!!!!!!!
-Pára...tô ficando sem ar!!!
-Desgraçada...desgraçada!!
-Pára...pára...pelo amor de Deus...pá...pá..
-Bruno Galhardi, um jornalista de merda, que ninguém conhece!! Morra!!! Morra!!
-Você tá me sufo...
-Eu vou te matar, sua piranha!!! Vá se foder, vagabunda, cadela!!!..........

De repente, um silêncio toma conta do quarto da Relações Públicas. Um silêncio assustador. Um silêncio que só é abreviado pelo barulho de uma porta que bate forte. E também pelos passos rápidos de um bonitão que vai embora. Agora, ele parece ter se transformado num fugitivo no início da noite.

E Bruno Galhardi é o responsável por mais um assassinato. Bruno...ou seria....Jonesy?
Motivo para se sentir velho

A: Nossa, o que é essa tela preta cheia de letras cinzas aqui?
B: Ah, isso é o DOS!
A: DOS? Que DOS? É Jogo?
B: Não! É um tipo de sistema operacional antigo. Não conhece?
A: Ah, sim. Agora que você falou eu lembrei.
B: Não aprendeu sobre ele nas aulas de informática?
A: Não. Nas aulas de história.
B: Grrr.

Mistério do Google

Entre no Google, digite "failure" como palavra de procura e selecione "Estou com sorte? / I'm lucky". Observe o resultado e redija uma dissertação de 10 linhas.

terça-feira, março 21, 2006

Jonesy, o amante - Episódio 1 **

20h30. Na cerimônia de casamento.

-- E se alguém tem algo contra essa união...
-- Eu!
-- Que fale agora ou se cale...
-- Eu, caraleo.
-- se cale para sempre.
-- Eu tenho algo contra, cacete.

Convidados sem entender nada.
Silêncio.

-- Você tem algo a nos dizer, senhor?
-- Sim. Esse casamento não pode acontecer.
-- Mas por que?
-- Por que eu sou Jonesy, o amante.
-- Amante?
-- Sim, amante.

Murmúrios dos convidados.

-- Mas senhor. Este é um casamento gay.
-- Gay?
-- Sim. A união de dois homens.
-- Bom.. eu.. bem...
-- Senhor? -- (...)
-- Senhor?

Jonesy sai correndo do recinto.

**Contribuição de Bruno Galhardi

segunda-feira, março 20, 2006

Explicações nada mais são do que palavras...e palavras é tudo que eu tenho

O que aconteceu enquanto A e B não conversavam e você não entrava neste blog desatualizado:



A: Terminou de escrever a série "Jornalismo para Crianças", "Jornalismo para Autistas" e "Jornalismo em 10 passos", todos disponíveis em apresentações PowerPoint ou em aúdio para iPod, com a voz de Paulo Henrique Amorim ou de Rafael Tezari.

B: Virou contador. Contou quantos chicletes tinham grudados no chão do Outs, quantos emo tinha no Shopping Metro Tatuapé e quantos minutos este blog ficou sem atualização. Nas horas vagas contou piadas tiradas do Zorra Total e da A Praça é Nossa para membros da terceira idade, que infelizmente morreram pouco tempo depois. (Dizem por aí que Deus os livrou do sofrimento de ter que ouvir as "piadas)

Narrador: Fez bicos em programas jornalísticos políciais, dublagem de desenhos japoneses infantis, anúncios das Casas Bahia e locução para carros de som e vendedores de pamonha, pamonha, pamonha...pamonhas fresquinhas....

As aventuras de um menino capitalista em seu primeiro estágio

A: Ei! Rapaz! Vem aqui!
B: Eu?
A: É, você mesmo! Você tem cara de esquerda, tô certo?
B: Cara de esquerda? Como assim? Eu sou destro...acho...esquerdo é o braço que usa o relógio, não é?
A: Não é disso que eu to falando! Se liga! Qual sua função aqui na empresa?
B: Sou estagiário...
A: Hum...Trabalha quantas horas por dia, rapaz?
B: Um, dois, três, quatro...oito! São oito horas!
A: Oito horas?!? Que abuso! Estagiário devia trabalhar 6 horas por dia, sabia?
B: Não sabia não...
A: Pois devia saber! Você precisa conhecer os seus direitos, companheiro!
B: Mas é que eu sou pago pra isso, né? Pra trabalhar oito horas...
A: E é bem pago?
B: Não...mas...sabe como é...
A: Então, isso não está certo!
B: Olha, a chefe ta logo ali. Não é boa idéia a gente ficar conversando sobre isso agora sabe...
A: Dane-se a chefe! Você não acha que trabalha mais do que ela?
B: Um pouco, talvez...mas ela é a chefe, né?
A: E daí? Você não acha que sabe mais do que ela?
B: Não sei, talvez...
A: Viu só, então porque você recebe menos do que ela? Isso é um absurdo! Esta empresa depende de nós! Nós, estagiários, temos que nos unir! Somos o motor dessa empresa. Sem nós, toda a produção para. Precisamos tomar o controle, somente com um estagiário no poder podemos obter a liberdade para todos!
B: Mas...mas...e o presidente, os donos..?
A: Danem-se! Morte a burguesia! Vamos decretar o fim da exploração da classe estagiária! Façamos a revolução!

Narrador: Ao som de gritos de palavras de ordem, palavrões e hinos de futebol, os estagiários mais barbudinhos do escritório se levantam contra seus chefes. Começam atacando as máquinas de fax e as malditas xícaras de café; logo estão chutando teclados e rasgando com os dentes vales-transporte e vales-refeição.

Em meio a bagunça da revolução, chefes trancados no banheiro, Charlie Brown Jr tocando ao fundo e cigarros naturais sendo queimados até a ultima ponta, eis que uma voz se levanta:

B: Pessoal, sem querer desmerecer a revolução ou o seu poder de organização...longe disso! Só pra saber mesmo...Minha carteira de trabalho continua assinada?
A: Não, companheiro. Você será terceirizado! Esta é uma revolução socialista de cunho capitalista. Vamos instalar o sistema de castas, sociedade estamental e você será encarregado de limpar o banheiro e manter nossas xícaras de café cheias. Mas olha só que legal: na antiga Rússia você seria mandado para a Sibéria para plantar batatas no gelo. Aqui, você só terá que limpar o banheiro masculino diariamente. Pena que os outros companheiros, embriagados, não são muito bons de mira. Mas, tirando isso, a revolução é maravilhosa, não é? Agora grita companheiro: VIVA A REVOLUÇÃO!

A: ....Quero minha mãe...(deita no chão em posição fetal, com o dedo na boca)